Cachoeira presta depoimento à polícia do PR
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terça-feira, 22 de junho de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, negou ontem ter conhecimento de irregularidades na licitação que escolheu a empresa Larami Diversões e Entretenimento como a controladora do serviço de loteria on-line no Paraná em 2001, durante o governo Jaime Lerner (PSB). Carlinhos Cachoeira foi ouvido pelo delegado do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), Naylor Robert de Lima, que esteve ontem em Anápolis (GO).
O empresário, que ficou famoso depois de ter divulgado uma fita de vídeo em que aparecia negociando propina de 1% do valor das licitações com o ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República Waldomiro Diniz, foi evasivo nas respostas às perguntas formuladas pelo delegado. Cachoeira disse que seu sócio, o argentino Sérgio Coppola, saberia responder com mais propriedade aos questionamentos. ''Ele disse que apenas seu sócio poderia saber responder às perguntas, já que seria Copolla o responsável pela parte administrativa da Larami'', explicou o delegado. Agora, Lima quer ouvir Copolla para cruzar informações. Ele já foi intimado pela polícia e deve estar em Curitiba amanhã para prestar depoimento.
Uma das principais suspeitas de irregularidade que pesam sobre a clareza da licitação de 2001 é o rápido aumento do capital da Larami dias antes da concorrência. Em setembro de 2001 a empresa foi comprada pelos empresários Copolla e Carlinhos Cachoeira. O objetivo da alteração contratual era, segundo Cachoeira, capacitar a Larami para participar da concorrência que exigia das empresas participantes capital mínimo de R$ 500 mil. Depois da venda, a Larami, que tinha originalmente capital de R$ 5 mil, passou a ter R$ 600 mil.


