Goiânia - Em depoimento ontem à CPI da Assembléia Legislativa do Rio, o empresário de jogos Carlos Augusto de Almeida Ramos, 40, o Carlinhos Cachoeira, afirmou que não ''foi pressionado'' pelo Ministério Público Federal e não participou de ''uma conspiração contra o governo'' federal quando se reuniu em Brasília com o subprocurador da República José Roberto Santoro, em fevereiro último.
A conversa com Santoro foi gravada. Cachoeira negou pelo menos quatro vezes à CPI que tenha feito a gravação e mandado entregar a fita à imprensa. Quando foi questionado sobre os objetivos das reuniões, Cachoeira disse que ficaria calado.
Santoro demonstra, na gravação, saber que a investigação sobre o ex-assessor do Planalto Waldomiro Diniz atingiria o ministro José Dirceu (Casa Civil) e o governo. O subprocurador tentava convencer Cachoeira a entregar cópia de gravação de 2002 na qual Waldomiro, então presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), pede propina e dinheiro para campanhas. A CPI investiga suposta fraude na Loterj em 2001 e 2002.
Aos oito deputados membros da CPI, Cachoeira afirmou ter gravado o vídeo com Waldomiro para mostrar que foi vítima de extorsão do então presidente da Loterj. O empresário explora jogos no Rio.

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