Cachoeira fica calado e CPI deve marcar nova data
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terça-feira, 22 de maio de 2012
José Ernesto Credendio, Rubens Valente e Andreza Matais <br>Folhapress 
Brasília - Diante da negativa do empresário Carlinhos Cachoeira de responder às perguntas dos parlamentares, a CPI do Cachoeira encerrou ontem a reunião que tentava obter o depoimento do empresário, que usou o direito constitucional de ficar calado, já que é investigado pela comissão.
Durante a sessão, o empresário deu as mesmas repostas às perguntas que lhe foram feitas e chegou a se incomodar com a insistência. Cachoeira foi inclusive xingado pelos parlamentares. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) o chamou até de ''marginal''.
O presidente da CPI, Vital do Rego (PMDB-PB), decidiu tentar marcar uma nova data para o depoimento, depois que Cachoeira falar na Justiça.
Ao sair da sessão, o advogado do empresário, Marcio Thomaz Bastos, afirmou que seu cliente pode auxiliar nas investigações, mas ainda acredita que a Justiça irá suspender parte das provas reunidas contra ele pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.
''A intenção dele é contribuir, mas é preciso que ele contribua sem que seu direito de defesa seja ferido'', disse.
O advogado ressalvou que Cachoeira pode guardar silêncio. ''Ele pode não falar nunca, se quiser, é um direito que ele tem'', disse.
Ex-ministro da Justiça, Thomaz Bastos afirmou que o depoimento poderia ocorrer depois que Cachoeira seja julgado no processo oriundo da Monte Carlo, que corre na Justiça em Goiânia (GO). ''Espero estudar as provas para dar a ele uma orientação segura.''
Audiência
Durante a sessão, o empresário deu as mesmas repostas às perguntas que lhe foram feitas, e chegou a se incomodar com a insistência dos parlamentares.
''Ajudaria muito, deputado, mas somente após a minha audiência. Por enquanto ficarei calado como manda a Constituição'', afirmou o empresário. ''Tenho muito a dizer depois da minha audiência, pode me convocar.''
Segundo ele, os parlamentares forçaram a audiência. ''Antes de eu depor no juiz eu não posso falar, não vou falar. Depois disso, vamos ver. Foi o pedido de sempre para reavaliar nossa vinda. Quem forçou foram os senhores.''


