Cachoeira é intimado a depor no Paraná
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quarta-feira, 02 de junho de 2004
Agência Estado 
Curitiba - O empresário de jogos eletrônicos Carlos Augusto Ramos, o ''Carlinhos Cachoeira'', foi intimado a prestar depoimento hoje à tarde ao Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil do Paraná. ''Carlinhos Cachoeira'' é acusado pela polícia paranaense de envolvimento em irregularidades na licitação que definiu a empresa Larami como controladora do serviço de loterias on-line do Estado, em 2001.
Ele ficou nacionalmente conhecido, após aparecer numa gravação de vídeo, supostamente, negociando propina com o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares Casa Civil Waldomiro Diniz.
Entre as possíveis ilegalidades na concorrência pública, está a inclusão de novos sócios na Larami, entre eles, ''Carlinhos Cachoeira'', com o aumento súbito do valor do capital da companhia dias antes da licitação, que tinha 27 empresas inscritas. A desconfiança levou o governo estadual a cancelar o contrato com a firma em abril. Também foi aberto um inquérito policial. A Larami foi criada em maio de 2001 pelo argentino Luis Carlos Ramirez e por Keila Gnutzman, com capital social de R$ 5 mil.
Menos de quatro meses depois e dias antes da concorrência, Ramirez e Keila deixaram a empresa, que foi assumida pelo empresário de jogos eletrônicos e pelo argentino Roberto Sérgio Copolla, dono da Eletrochance, fabricante de máquinas caça-níqueis. Nessa mudança, os recursos aplicados na empresa pularam para R$ 600 mil, cumprindo exigência do edital de licitação do antigo Serviço de Loteria do Estado do Paraná (Serlopar).


