Agência Estado
Do Rio
Mais magro e trajando um terno sem gravata, o ex-presidente do Banco Marka Salvatore Alberto Cacciola esteve ontem à tarde, por uma hora, no escritório de advocacia Barbosa, Mussnick e Aragão, no Centro do Rio. ‘‘Sou um cidadão comum agora’’, disse. ‘‘Estou aqui resolvendo assuntos particulares.’’ Segundo um amigo, Cacciola não é cliente do escritório, mas, sim seu filho.
O ex-banqueiro não quis comentar o relatório da CPI dos Bancos, divulgado na semana passada. O documento não traz provas que pudessem embasar um possível pedido de seu indiciamento no suposto favorecimento do Marka pelo Banco Central, durante a desvalorização do real em janeiro desse ano.
‘‘Não conheço o teor do relatório, por isso não quero falar sobre o assunto’’, afirmou. O ex-banqueiro negou que esteja operando no mercado de capitais.
Sete meses depois de o escândalo Marka ter vindo a público, o ex-banqueiro foi indiciado pela Polícia Federal apenas por porte ilegal de arma de fogo. O indiciamento foi pedido no inquérito que apura a origem da carabina calibre 12 encontrada no carro do ex-banqueiro quando sua residência foi vasculhada pelo Ministério Público Federal.
O ex-banqueiro também está sendo investigado pela PF por envio ilegal de dinheiro para o exterior e por suposto crime cometido na emissão de debêntures feita pela empresa Teletrust de Recebíveis S.A., ligada a Cacciola. A Teletrust gerou prejuízo de R$ 88 milhões para cinco fundos de pensão.

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