O banqueiro Salvatore Alberto Cacciola ficou sem seus advogados particulares, ontem, na primeira audiência de acusação do processo em que é investigado por supostos crimes praticados durante o socorro do Banco Central ao Marka, banco de sua propriedade, em janeiro do ano passado.
A defesa alegou ter sido prejudicada pela falta de tempo para analisar todas as provas e documentos do processo, apesar de autorizada a levar o material para análise, porque tudo estaria empilhado e desorganizado numa sala da Justiça Federal do Rio.
Os advogados José Carlos Fragoso e Antônio Carlos Almeida Castro se recusaram a continuar com a audiência e pediram o adiamento da mesma. O juiz da 6ª Vara Federal, Abel Gomes, negou o pedido e nomeou Tânia Mascarenhas e Arthur da Rocha Ferreira Neto, da Assistência Jurídica da Justiça Federal, para atuar como defensores públicos de Cacciola.

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