Cacciola depõe no BC e CPI pára na semana
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terça-feira, 20 de abril de 1999
Agência Estado 
Os senadores da CPI dos Bancos decidiram ontem suspender as reuniões formais no restante desta semana para estudarem os documentos apreendidos e se prepararem para o depoimento do presidente do Banco Central Francisco Lopes, marcado para segunda-feira. Numa CPI dessa complexidade, ganhar tempo para estudar os documentos e todas as informações que chegam é fundamental, argumentou o presidente do PMDB e autor do requerimento de criação da CPI dos Bancos, senador Jáder Barbalho (PA).
Barbalho foi um dos que defenderam o adiamento da inquirição de Lopes, alegando que os senadores poderiam tomar um banho se não estivessem com muita munição. Jáder Barbalho já não descarta a convocação de outras autoridades do governo para explicar o envolvimento do BC na ajuda financeira a bancos. Nem o Papa está isento de ser convocado.
O banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, ex-controlador do Banco Marka, depôs ontem à comissão de sindicância do BC. Após oito horas de testemunho, Cacciola fez uma breve declaração à imprensa. Primeiro, desculpou-se por não responder a nenhuma pergunta, alegando respeito à CPI e aos senadores, que ainda não tomaram o seu depoimento. E agradeceu ao Banco Central, por ter-lhe dado a chance de dizer toda a verdade e a realidade dos fatos.
Graças a Deus, pela primeira vez depois de três meses sendo massacrado por todos, inclusive pela imprensa, eu tive a oportunidade e a chance de poder me expressar com tranquilidade, durante oito horas com a comissão do BC, disse Cacciola. Pelo menos me deram a chance de dizer toda a verdade.
Cacciola deixou o BC acompanhado de seus advogados e não deu nenhuma explicação sobre as denúncias envolvendo o Banco Marka. (Colaboraram Vânia Cristino e Nélia Marquez).


