O juiz Abel Fernandes Gomes, da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, começa hoje, com os depoimentos de Salvatore Alberto Cacciola e de Luiz Augusto Bragança, os atos processuais públicos para apurar se são procedentes as acusações contra os envolvidos na operação de salvamento dos bancos Marka e FonteCindam pelo BC (Banco Central), em janeiro do ano passado.
O prazo para a conclusão do processo é de 81 dias, mas ele pode ser estendido. O mesmo prazo é considerado o limite de tempo para manutenção de um réu sob prisão preventiva, exceto os réus presos em flagrante. Cacciola e Bragança estão presos desde o dia 7,
Os dois e mais 11 pessoas, inclusive o ex-presidente do BC Francisco Lopes, foram acusados pelo MPF de crimes previstos na Lei do Colarinho Branco (nº 7.492) e no Código Penal. A lista de crimes inclui gestões temerária e fraudulenta de instituição financeira; corrupção passiva; peculato; e prevaricação.
Até agora, o juiz da 6ª Vara aceitou e a denúncia do Ministério Público contra 11 acusados. Ele deu prazo de defesa à diretora do BC, Teresa Grossi, e ao consultor da diretoria do banco Alexandre Pundek antes de decidir se os inclui ou não no processo. Cacciola e Bragança vão depor às 13h30 na sede da Justiça Federal do Rio. Embora os depoimentos sejam públicos, o acesso ao local será restrito, limitado pelas dimensões pequenas da sala de interrogatório.
Cacciola, ex-dono do Banco Marka, é acusado de ter fraudado demonstrativos contábeis do banco; de ter concorrido para o desvio de dinheiro público na operação de salvamento do Marka pelo BC; e de ter prometido ‘‘vantagem indevida’’ (tentativa de corrupção) a servidor público para a prática de ato ilegal.

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