Cacciola afirma que não fugiu e confia na Justiça
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Felipe Werneck e Daniele Carvalho 
Rio - ''Errei.'' A declaração é do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que chegou preso ontem de madrugada, sem algemas, à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Rio. Sorridente, em rápida coletiva à imprensa, ele afirmou que nunca foi um foragido. A entrevista foi interrompida pelo superintendente da PF, Valdinho Jacinto Caetano, logo após a segunda pergunta. Em meio a um empurra-empurra de jornalistas, Cacciola respondeu a outras duas perguntas, antes de ser levado para o presídio Ary Franco, no início da manhã.
Cacciola desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, de madrugada, por volta das 4h30, mas deixou o local sem qualquer contato com a imprensa. Seu advogado, Carlos Ely Eluf, declarou que a prisão teve ''conotação política''. ''Estamos em ano de eleição e a prisão teve como objetivo fazer campanha contra o ex-presidente Fernando Henrique'', afirmou.
Mais tarde, na sede da PF, Cacciola preferiu baixar o tom. ''Eu não sei se ela (a prisão) tem conotação política. Não dou opinião em relação a isso, estou à disposição da Justiça e a Justiça vai decidir o que ela achar que deve decidir.''
Depois da curta entrevista, Cacciola, que em Mônaco cumpriu pena numa prisão que se assemelhava a um castelo, foi levado para o Presídio Ary Franco, em Água Santa, subúrbio do Rio, o mesmo que abrigou o cantor de pagode Belo. Os advogados tentaram conseguir a transferência para outra unidade, mais moderna, mas até o início da noite a Secretaria de Administração Penitenciária não havia autorizado a transferência. (Colaboraram Adriana Chiarini e Alberto Komatsu)


