Cabral vira réu pela 21ª vez na Lava Jato
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2018
Luiz Vassallo e Julia Affonso<br>Agência Estado 
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) virou réu pela 21ª vez em desdobramentos da Lava Jato no Estado. A juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal do Rio, aceitou a denúncia contra o emedebista por lavagem de dinheiro. A magistrada, que está substituindo o juiz Marcelo Bretas, em férias, apontou "fortes indícios de autoria e materialidade". Nesta denúncia, Cabral é apontado novamente como líder de uma organização criminosa.
Outros seis investigados também se tornaram réus: Ary Ferreira da Costa Filho, Sérgio Castro de Oliveira, Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, Sonia Ferreira Batista, Jaime Luiz Martins e João do Carmo Monteiro Martins. Todos são acusados pelo crime de lavagem de dinheiro por meio de empresas do Grupo Dirija, controladas por Jaime Luiz e João do Carmo, ambos delatores.
Na nova acusação formal, a Lava Jato acusou Cabral por 213 atos de lavagem de cerca de R$ 10,2 milhões. "Ary Filho realizava a entrega periódica para os representantes do Grupo Dirija de dinheiro em espécie e notas fiscais emitidas pelas empresas Gralc Consultoria, SFB Apoio Administrativo e Falci Castro Advogados e Consultoria e solicitava que João do Carmo e Jaime Luiz fizessem a transferência bancária dos recursos para as referidas empresas como se estivessem fazendo pagamento por prestação de serviços, que na realidade não existiam", diz a denúncia.
Na terça-feira (30), o advogado Rodrigo Roca, que defende Cabral, afirmou que "a denúncia recicla material usado em outros processos para chegar ao ex-governador baseada exclusivamente em artifícios teóricos e nas palavras de delatores". O advogado André Gomes Pereira, que representa Sérgio Castro e Gladys Silva, negou, também na ocasião da denúncia, "qualquer prática de lavagem de dinheiro". As defesas dos outros acusados não responderam.


