Se dentro do estúdio o debate com os prefeituráveis de Londrina foi nas palavras do editor-chefe da Tarobá, Gelson Negrão ameno, o lado de fora da sede da emissora foi marcado por uma verdadeira ''guerra'' de cabos eleitorais.
Com gritos de guerra dos candidatos representados e, em alguns casos, de ironia aos adversários, os cabos eleitorais agitaram bandeiras e, a exemplo do sábado de manhã no Calçadão da cidade, disputavam o volume mais alto na hora de cantar os jingles. A resposta veio de cima: sacos plásticos com água jogados por moradores dos prédios vizinhos.
A Polícia Militar (PM) foi chamada por alguns moradores. Segundo o tenente Luiz Carlos Lemos Junior, a perturbação do sossego reclamada nas chamadas feitas ao 190 é vedada em qualquer hora do dia. ''Acho que os partidos podiam fazer a coisa melhor, não essa bagunça que virou''.
Para a relações públicas Fernanda Tirico, 25 anos, a gritaria desrespeitou quem mora ao lado. ''Fora que amanhã é segunda-feira, dia de acordar cedo e trabalhar'', criticou ela no domingo à noite. Revoltado com o movimento dos cabos eleitorais, o funcionário público Valter Tibério, 50 anos, avaliou que a iniciativa tem efeito contrário ao supostamente pretendido pelos partidos. ''Essa algazarra só me faz desistir de votar em quem eles representam'', sentenciou. (J.G.)

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