Cabos eleitorais invadem Calçadão
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sábado, 30 de setembro de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
Na véspera da eleição municipal, dezenas de candidatos a vereador e dois dos sete candidatos a prefeito de Curitiba, passaram pela Boca Maldita, o tradicional ponto de encontro da Rua XV de Novembro. Apontado como o principal termômetro das opiniões dos curitibanos, ontem o espaço no Calçadão ficou ainda pequeno para os pedestres, disputados pelos cabos eleitorais e candidatos.
Dos candidatos a prefeito, Angelo Vanhoni (PT) e Maurício Requião (PMDB) estiveram na Boca Maldita. Antes disso os dois fizeram campanhas nos bairros da periferia da cidade. Até chegar à Boca, Vanhoni e Maurício deveriam caminhar por todo o trecho do calçadão da Rua XV, da Praça Osório até a Universidade Federal do Paraná.
Em Maringá, os cabos eleitorais também tomaram as principais avenidas da cidade para garantir ou convencer mudança de voto no último dia de campanha. O movimento mais intenso aconteceu na Avenida Brasil, que corta todo o centro da cidade e concentra um grande número de lojas comerciais. Candidatos, principalmente a vereador, optaram por instalar nos canteiros das ruas placas para chamar a atenção do eleitor.
Ao contrário da expectativa, o clima ontem de manhã no calçadão de Londrina era de tranquilidade. A invasão de cabos eleitorais e carros de som não aconteceu, como na semana passada. Ainda assim não faltaram santinhos e faixas com nome de políticos. Os cinco candidatos a prefeito também tinham programado passar pelo local.
A decisão da Justiça Eleitoral de permitir que carros de som continuassem percorrendo a cidade no último dia antes das eleições irritou o morador Paulo Fernandes Nóbrega, que mora no centro de Londrina. É um desrespeito, o juiz autorizou mais dois dias de bagunça. Será que ele está acima da lei?, questionou.
Para hoje, a situação deve ser diferente. A boca de urna está proibida e entregar panfletos, mesmo que distante dos locais de votação, é considerado crime e poderá resultar até na cassação do candidato. Já o uso de camisetas, bonés e adesivos é permitido, inclusive na hora de votar. (Colaborou Lúcio Horta e Marta Medeiros)


