Curitiba - O empresário Joarez França Costa, conhecido como ''Caboclinho'', poderá ser solto ainda hoje depois de permanecer quatro anos e oito meses preso. Ele é acusado de ser um dos reis do desmanche no Paraná, ao lado do também empresário Paulo Gilberto Pacheco Mandelli, que desde então está foragido. Caboclinho conseguiu a confirmação de habeas corpus para cumprimento de pena em regime aberto por prática de crime de porte de arma de fogo de uso restrito. O empresário tinha uma pistola-caneta que é proibida no Brasil.
Caboclinho foi preso depois da passagem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional que investigava o narcotráfico no Brasil por Curitiba, em março de 2000. Ele não foi condenado pelo suposto desmanche ilegal de veículos e venda de peças oriundas de furto. Pelo porte ilegal de arma, Caboclinho foi condenado a pena de dois anos de prisão. Ele também já foi condenado a quatro anos de prisão por tentativa de homicídio. O advogado criminalista Luiz Fernando Martins Bonette, alega que a pena já foi cumprida. Portanto, não existiria mais motivo para que Caboclinho permanecesse preso.
Atualmente, Caboclinho cumpre pena na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. No despacho do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Sepúlveda Pertence, pedia a comunicação imediata da 1 Vara de Execuções Penais de Curitiba para que Caboclinho fosse liberado. Ontem, o juiz Roberto Massaro informou que recebeu apenas um telegrama do STF confirmando o habeas corpus. Ele aguarda agora receber o teor original da sentença para analisar a situação processual do empresário e verificar se ele pode mesmo ser implantado no regime aberto. ''Se tudo estiver dentro da legalidade, ele (Caboclinho) sai imediatamente'', informou o juiz.

mockup