Brasília - Cobrado em plenário pelo senador Alvaro Dias (PSDB-AP), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se defendeu das acusações de que a fundação que leva seu nome estaria envolvida com desvio de recursos da Petrobras. Sarney afirmou que a prestação de contas foi encaminhada ao Ministério da Cultura e que cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) investigar qualquer irregularidade.
Sarney reafirmou que não tem responsabilidade administrativa sobre a fundação. ''Quero dizer que eu não tenho nenhuma responsabilidade administrativa naquela fundação, mas o que eu sei é que ela teve um projeto aprovado pela lei Rouanet sujeito a um patrocínio da Petrobras, assim como evidentemente muitos memoriais de presidentes da República já receberam. De acordo com a lei, essa prestação de contas já foi encaminhada ao Ministério da Cultura e compete ao TCU em qualquer irregularidade a atribuição de julgá-la'', disse.
Após a declaração, Sarney deixou o plenário sem ouvir o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que tinha pedido a palavra para falar sobre a acusação. Virgílio reclamou da saída do presidente da Casa e reafirmou que Sarney a cada dia perde mais a autoridade sobre o comando do Senado. ''A cada dia uma nova explicação e a cada justificativa ele fica cada vez menor. (A saída) Foi estranho. Ele disse que tinha um compromisso, que já tinha dado as explicações, mas foi muito esquisito. Prefiro acreditar que ele realmente tinha um compromisso'', disse.
O líder do PSDB afirmou que vai protocolar hoje no Ministério Público Federal uma representação pedindo que seja investigada a acusação contra a Fundação José Sarney. ''Não cabe mais espaço para nota. É preciso uma explicação com respaldo que não reste dúvidas sobre a sua isenção nessas denúncias'', disse.

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