Se as medidas administrativas que a Prefeitura de Londrina deve implementar em 2015 não derem o resultado esperado, a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais (Caapsml) encerrará o ano com deficit de R$ 35 milhões. A projeção é feita pelo próprio superintendente, Denilson Novaes, que leva em conta a evolução no número de aposentados e o deficit de 2014, que ficou em R$ 30 milhões. A longo prazo, o deficit atuarial pode chegar a R$ 5 bilhões.
Atualmente, a Caapsml tem 9,2 mil servidores na ativa, mais de 3 mil aposentados, além dos pensionistas. "Apenas no ano passado, foram 200 novas aposentadorias", informou Novaes. Em dezembro, em entrevista à FOLHA, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) já apontava a Caapsml como uma de suas principais preocupações até o final do mandato. Pelos cálculos da superintendência, se a diferença contábil não for revertida em dois anos, "é possível que a prefeitura tenha que fazer aportes financeiros na Caapsml", conforme Novaes.
Para tentar reduzir o buraco, a partir deste mês o órgão abre mão da taxa que era repassada pelo Fundo de Previdência para o setor administrativo da Caapsml. "Neste momento é o que podemos fazer para ajudar. Essa medida mantém R$ 4 milhões a mais por ano para pagamento de aposentadorias."
Outra medida a ser discutida com a administração é a transferência de terrenos públicos para a Caapsml. "Mas é preciso analisar como poderão capitalizar em favor da previdência", completou Novaes. Atualmente, a capitalização do órgão previdenciário da prefeitura é feita com a contribuição dos servidores ativos (11%) e inativos (11% sobre o que ultrapassa o teto do INSS), além do que vem do empregador – no caso o município – que representa 17%.
A reportagem procurou o presidente do Sindicatos dos Servidores Municipais (Sindserv), Marcelo Urbaneja, para comentar o assunto, mas o celular estava desligado.

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