A Prefeitura de Campo Mourão está deixando de arrecadar R$ 500 mil por ano apenas com a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). O montante seria suficiente para construir três creches, igual à que está sendo feita no Jardim Santa Cruz, com capacidade para atender 135 crianças, ou para asfaltar quatro quilômetros de ruas com galerias pluviais. Os cálculos foram feitos ontem pelo secretário municipal da Fazenda, Carlos Alberto Lopes Pequito.
‘‘Com os R$ 500 mil que Campo Mourão não está recebendo seria possível construir 20 salas de aula e criar 2.100 vagas escolares’’, completa Pequito. Foi baseado nesses números que o prefeito Tauillo Tezelli (PSDB) não pensou duas vezes em aderir ao protesto dos prefeitos contra o governo federal e fechou as portas da prefeitura por dois dias. O atendimento ao público só volta amanhã. A adesão ao protesto também aconteceu nas outras 24 prefeituras da região.
‘‘Estamos cortando gastos, mas o governo federal precisa entender que é junto às prefeituras que a população busca o maior volume de serviços públicos’’, desabafa Tezelli. Ele se queixa que somente em outubro a arrecadação de Campo Mourão caiu R$ 97,62 mil.
Segundo a Secretaria da Fazenda, a redução no nível das atividades econômicas, provocadas pelas medidas que já vinham sendo adotadas pelo governo federal, causaram a redução de 15,21% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de 9,36% no ICMS.

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