Bush sugere ministério contra o terror
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sexta-feira, 07 de junho de 2002
France Presse 
Washington - O superministério da Segurança Interior, cujo projeto de criação foi anunciado na quinta-feira pelo presidente George W. Bush, representa uma verdadeira oportunidade de mudança, disse ontem Tom Ridge, atual responsável da Casa Branca para a segurança interior. Ridge, cujo nome se cogita para presidir o novo ministério, rechaçou as críticas de que esta nova estrutura sem a incorporação da CIA e do FBI pode se tornar uma burocracia a mais e uma fonte de novas rivalidades.
Com o novo ministério, temos a possibilidade de trabalhar com a CIA e o FBI, e isto é uma oportunidade para mudar a relação com esses dois organismos. A ordem do presidente Bush à CIA e ao FBI para que trabalhem de maneira mais coordenada com o novo ministério vai nos dar acesso a todas as informações necessárias, disse Ridge à rede de televisão ABC.
Uma das muitas funções deste ministério será a de reunir as informações que recebemos de múltiplas fontes que investigam o terrorismo interno. Assim, receberemos dados tanto da CIA quanto do FBI, informou Ridge.
Na quinta-feira, Bush pediu ao Congresso que aprovasse a criação de um superministério da Segurança Interior, para agrupar todas as agências encarregadas da vigilância das fronteiras (guarda-costeira, polícia, alfândega e imigração), o serviço de segurança do Ministério dos Transportes, a Agência de Ajuda, em caso de catástrofe (FEMA), o serviço secreto e alguns serviços especializados dos ministérios da Energia e da Saúde.
Orçamento em discussãoO Senado norte-americano aprovou na noite de quinta-feira um orçamento de urgência de 31,5 bilhões de dólares para financiar as atividades do Pentágono e a luta contra o terrorismo, apesar da ameaça de veto do presidente George W. Bush.
O presidente norte-americano solicitou 27,1 bilhões de dólares para este fim, e se queixou de que os senadores tenham acrescentado ao projeto de lei uma série de gastos que considera inúteis. É prática comum entre os políticos, principalmente em ano eleitoral, tentar financiar programas que beneficiem seus eleitores.
A batalha concentra-se agora entre as duas câmaras, já que a Câmara dos Representantes aprovou, no mês passado, sua própria versão, que também supera o solicitado pela Casa Branca (29,4 bilhões).
O projeto de lei foi aprovado no Senado por 71 votos contra 22 (7 abstiveram-se).


