Bush luta contra problemas internos
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sexta-feira, 26 de abril de 2002
Agência EFE Rafael Cañas 
WashingtonO presidente George W. Bush enfrenta fortes problemas internos em sua política para o Oriente Médio criticada pelos mais conservadores por ser condescendente com o terrorismo agora que tinha conseguido recompor sua imagem no exterior. O secretário de Estado, Colin Powell, um dos membros mais moderados do Governo de Bush, é um dos objetivos desta ofensiva, que procede tanto do Congresso como do Pentágono.
A ruptura aconteceu depois que Bush conseguiu recompor sua imagem ante o mundo árabe, depois da reunião da quinta-feira com o príncipe herdeiro saudita Abdulá, a quem reconheceu que Israel precisa se retirar totalmente das áreas palestinas ocupadas.
O agravamento da situação no Oriente Médio causou um novo abismo nas já complicadas relações entre o Departamento de Estado e o de Defesa, que ao contrário dos governos anteriores tem uma forte influência na política sobre o Oriente Médio.
O chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld e dois tenentes, Paul Wolfofitz e Douglas Feith, apóiam firmemente a ofensiva militar israelense como um episódio da guerra contra o terrorismo. Por outro lado, Powell e os diplomatas, embora reconheçam o direito de Israel de se defender, temem que a ofensiva israelense desestimule os palestinos partidários do diálogo e aumente mais ódio entre a população.
A desmoralização no Departamento de Estado é a mais grave dos últimos anos, disse um alto funcionário ao jornal The Washington Post, que reconheceu que não temos muitos aliados dentro do Governo.
O conflito interno supõe que os EUA não têm uma política clara e definida para o conflito do Oriente Médio, mas oferece pontos de vista contrários em função das disputas.
Por exemplo, depois de pressionar firmemente Israel para que retirasse suas tropas das áreas palestinas, a Casa Branca recebeu duras críticas dos conservadores, o lobby judeu, e inclusive de grupos cristãos evangélicos. O resultado é que Bush acabou qualificando o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, como um homem de paz, o que irritou os aliados árabes dos Estados Unidos. O presidente insistiu ontem, do seu rancho de Crawford (Texas), em sua política presumivelmente equidistante. Pediu de novo a retirada total israelense: É o momento de que isto termine. Ele disse que na quinta-feira explicou a Abdulá que temos uma relação única com Israel. Não permitiremos que Israel seja esmagado.
As coisas não parecem melhor para Powell no Congresso, onde a ala conservadora do Partido Republicano está muito contrariada com o que considera condescendência do secretário de Estado em relação a Yasser Arafat e aos terroristas palestinos.


