Bush faz forte crítica a Israel
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quinta-feira, 14 de março de 2002
France Presse 
WashingtonO presidente norte-americano, George W. Bush, criticou duramente as operações militares israelenses e o primeiro-ministro Ariel Sharon às vésperas da chegada do emissário dos Estados Unidos, general Anthony Zinni, ao Oriente Médio. Compreendo que queira se defender e combater o terror, mas as recentes ações israelenses não ajudam a acalmar a situação com os palestinos, disse Bush durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca. Francamente, o que os israelenses acabam de fazer não ajuda a criar as condições para a paz, acrescentou Bush, um dia depois de o exército israelense ter lançado em Ramallah (Cisjordânia) sua maior operação desde o início da ocupação dos territórios palestinos em junho de 1967.
PedidoO Departamento de Estado norte-americano pediu ontem uma retirada completa das forças israelenses dos territórios sob controle palestino, considerando que isto facilitaria enormemente a tarefa do emissário dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Anthony Zinni. Esperamos uma retirada completa das zonas de controle palestino, incluindo Ramallah e os outros setores nos quais as forças israelenses entraram recentemente declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher.
RetiradaO gabinete israelense ordenou ao Exército retirar-se por etapas da cidade de Ramallah (Cisjordânia), ocupada desde terça-feira passada, informou um funcionário do governo. Oficialmente, trata-se de uma reorganização da retirada de tropas. O anúncio foi feito horas antes da chegada à região do emissário norte-americano, Anthony Zinni, que deseja promover um cessar-fogo entre israelenses e palestinos.
Quatro palestinos, dois membros dos serviços de segurança e dois do Fatah, morreram ontem em Ramallah, vítimas de tiros disparados por soldados israelenses emboscados no telhado de um prédio, segundo fontes da segurança palestina.
Resolução da ONUA resolução 1.397 do Conselho de Segurança da ONU, que pela primeira vez menciona um Estado palestino, provocou reações positivas, em meio ao ceticismo que ainda persiste na região, principalmente em relação às possibilidades concretas de sua aplicação.
O secretário-geral da Liga árabe, Amr Mussa, expressou satisfação e pediu que a resolução seja aplicada com o acompanhamento de forças internacionais de vigilância, a serem enviadas à região.
Esta resolução (...) constitui uma evolução importante e imparcial no tratamento internacional do conflito árabe-israelense, estimou Mussa em um comunicado.


