Bush deixa a China
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
António Caeiro Agência Lusa 
PequimO presidente norte-americano, George W. Bush, apelou ontem à China para que adote um sistema de governo democrático, atribuindo o sucesso econômico dos Estados Unidos à liberdade dos seus cidadãos. A vida na América mostra que não se deve recear a liberdade, disse George W. Bush, em um discurso de meia hora aos estudantes de uma das mais prestigiadas universidades de Pequim, transmitido ao vivo pela televisão chinesa.
Em uma sociedade livre, diversidade não significa desordem, debate não é luta e dissidência não é revolução, acrescentou. A lição de democracia na Universidade Qinghua foi o último ato público de George W. Bush em Pequim, culminando dois dias de francos e positivos contatos com os líderes chineses.
A franqueza não dissipou todas as divergências, principalmente sobre os direitos humanos e a proliferação de mísseis, mas os dois presidentes prometeram intensificar o diálogo estratégico, aumentar a cooperação e desenvolver uma relação construtiva.
No plano pessoal, as relações entre George W. Bush e o homólogo chinês, Jiang Zemin, parecem também mais calorosas, contrastando com visível antagonismo verbal registrado há apenas oito meses, quando um avião espião norte-americano e um caça chinês colidiram sobre o Mar do Sul da China.
No final do banquete em honra do presidente norte-americano, realizado na quinta-feira à noite, no Grande Palácio do Povo, Jiang Zemin cantou a famosa ária italiana O Sole Mio e dançou com a primeira dama dos Estados Unidos, Laura Bush.
Ontem, na Universidade Qinghua, Bush elogiou as extraordinárias mudanças registradas nos últimos anos na China, afirmando que esta está se tornando uma das mais dinâmicas e criativas sociedades do mundo.
Já em outubro, Jiang Zemin retribuirá a visita de George W. Bush.


