Busato lamenta recusa de Lula em debate da OAB
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terça-feira, 17 de outubro de 2006
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realiza hoje, às 11h, um debate com o candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O debate com uma bancada de entrevistadores formadas por advogados de todo o país, terá duração de duas horas e será realizado na sede da entidade, em Brasília.
O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aceitou o convite da OAB. Em correspondência encaminhada ontem - 15 dias após ser convidado - ao presidente da Ordem, Roberto Busato, assinada pelo coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, os petistas lamentaram o fato do debate não ter sido realizado no primeiro turno. ''Nossa coligação acompanhou atentamente a movimentação da OAB, por seu presidente, durante o primeiro turno, e lamenta que a oportunidade de diálogo não tenha sido propiciada naquele momento'', diz trecho da carta. Garcia agradeceu o convite mas alegou ''compromissos de campanha anteriormente assumidos'' para justificar a ausência.
''É uma falta de interesse do presidente Lula em debater com a Ordem dos Advogados do Brasil. Fiz o levantamento e em toda as eleições que o presidente Lula participou, ele sempre compareceu na Ordem. Quando ele foi eleito, ele deixou de comparecer, e não foi só na minha gestão'', afirmou Busato, que esteve ontem em Londrina para acompanhar o processo de eleições nas 27 seccionais, entre os dias 16 e 30 de novembro . ''Não me pareceu questão de calendário, mas conveniência pessoal do presidente Lula de não debater com um conselho qualificado, e não seria um debate entre os dois candidatos, seria um debate dos advogados com o candidato. O presidente Lula perdeu um espaço e uma boa oportunidade para explicar algumas coisas à nação que ele não tem conseguido explicar e demonstrar um pouquinho mais seu plano de ação'', complementou.
A sucessão presidencial continua na pauta da entidade à tarde. Às 15h, Busato recebe representantes do PSDB e PFL. Líderes da oposição solicitaram a audiência para debater um possível acompanhamento pela OAB das investigações do chamado ''dossiê Vedoin'', supostos documentos contra os tucanos apreendido com petistas. ''A posição da Ordem sempre será absolutamente jurídica, dentro das suas finalidades. Não somos polícia de polícia, porém somos intituição que está ao lado da sociedade civil brasileira. Vamos ver qual será o pleito dos senadores'', disse.


