Se não fosse a burocracia jurídica brasileira, em pouco tempo seria comprovado que o senador Jader Barbalho enriqueceu em um determinado período, mais precisamente na década de 80, quando foi governador de seu Estado e ministro da Reforma Agrária e Previdência Social.
Pelas normas do Judiciário, a quebra de sigilo pedida pelo delegado Ayres Machado vale apenas para um processo e não servirá para esclarecer se houve aumento de patrimônio do senador na época dos desvios do Banpará, que ocorreram quase que conjuntamente. O primeiro processo do escândalo Banpará indica desvios de R$ 10 milhões.
Mais uma vez, Jader mostrou que não está bem informado do que está sendo e vinha sendo feito em torno de supostas irregularidades por ele cometidas. Na sexta-feira, ele voltou a afirmar que o BC não havia enviado ao MPE o relatório provando as fraudes, na década de 80. ‘‘Sequer apresentaram o relatório ao Ministério Público, em 1992, mostrando que eu nada tinha a ver’’, disse ele.
O BC, em nota oficial no meio da semana passada, mostrou que o relatório foi sim, encaminhado, e chegou no dia 19 de outubro de 92. ‘‘Eventuais falhas do Ministério Público do Pará não poderiam ser imputadas ao Banco Central’’, diz o comunicado. (A.E.)

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