Burko denuncia ação de quadrilha
O prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko (PSDB) denunciou a existência de uma quadrilha disposta a prejudicar a prefeitura. Ele disse ainda que o promotor Henrique César Alves Cleto colocou em dúvida sua honestidade, a da Câmara de Vereadores, a da Caixa Econômica Federal (CEF) e a da Cooperativa Agrária de Entre Rios ao denunciá-lo no Ministério Público por improbidade administrativa, alegando que um terreno adquirido pela prefeitura foi superfaturado.
Paguei pelo terreno R$ 2,20 o metro quadrado, quando o prefeito da administração anterior pagou por terreno semelhante, aqui mesmo, no distrito de Entre Rios, R$ 2,80 o metro, alegou Burko. Outra alegação do promotor, que foi convidado pessoalmente por mim para vir conhecer o terreno, era que metade da área estaria em banhado e que era bastante acidentada, o que não é verdade, afirmou.
As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira, no terreno adquirido da Cooperativa Agrária para a construção de um conjunto habitacional que beneficiaria 133 famílias e considerado superfaturado pelo Ministério Público. A Promotoria pediu a devolução do dinheiro aos cofres públicos. O prejuízo seria de R$ 125 mil ao município porque a prefeitura pagou R$ 154,3 mil pelo terreno, quando seu valor de mercado seria de R$ 30 mil.
Burko afirmou que a prefeitura não pagou e sim trocou o débito da cooperativa na prefeitura pelo terreno e que, na negociação, também foi incluído outro terreno de 40 mil metros quadrados.
O prefeito não soube explicar, porém, a diferença de valores apontados como de mercado pela CEF em relação a área. O procurador geral do município, Amoriti Trinco Ribeiro, afirmou que a Cooperativa elevou o valor do terreno. A direção da Cooperativa não quis se manifestar alegando que o assunto é meramente político. O promotor também não quis falar.Arquivo FolhaBurko: terreno foi até mais barato que outrosLuiz Carlos Dias Júnior
Especial para a Folha





