Após o atentado em Curitiba que atingiu o veículo Vectra que utiliza na Assembléia Legislativa, o deputado estadual Edgar Bueno (PDT) voltou ontem a Cascavel e deu a largada de sua campanha à prefeitura. Na terça-feira, por volta das 22h30, o carro foi atingido por quatro balas que danificaram o vidro traseiro do veículo e atingiram o pára-lama do lado direito. Dois projéteis ficaram alojados no painel do carro. O Vectra estava estacionado na garagem da casa do motorista do deputado, Antônio Faé.
Ontem em Cascavel, Bueno disse temer que os tiros possam ‘‘indicar um rumo ruim’’ para a campanha em Cascavel, embora prefira atribuir o atentado à sua atuação na CPI do Crime Organizado. O candidato disse que o atentado ‘‘pode ser sido um aviso, uma intimidação’’.
Com o retorno ao município – ele estava afastado de Cascavel há duas semanas, recuperando-se em Curitiba de uma cirurgia de hérnia de disco – a campanha está integralmente nas ruas. Bueno e o também deputado estadual Tiago Novaes (PTB) brigam pela prefeitura.
Ao chegar a Cascavel, Bueno foi direto para o Bairro Interlagos, acompanhado do vice Leonaldo Paranhos (PMDB) e de candidatos a vereador. Uma das presenças mais observadas, porém, foi a do vice-prefeito Eduardo Marassi, presidente do PFL local.
O apoio de Marassi concretizou a ruptura do comando do partido com o Palácio Iguaçu e com o prefeito Salazar Barreiros (PPB). Tanto o Palácio como o prefeito não aceitam o PFL ligado a Bueno. Os pefelistas haviam decidido em convenção coligar-se com o PDT, mas recuaram depois de pressão do Palácio. Três secretários de Estado se deslocaram para Cascavel – da Fazenda, da Indústria e do Governo, Giovani Gionédis, Eduardo Sciarra e Cid Campêlo Filho, respectivamente.
Mesmo assim, a maior parte dos pefelistas decidiu apoiar Bueno. Na semana passada, Sciarra, que é de Cascavel, se reuniu com candidatos a vereador pelo PFL. Quinze deles saíram do encontro ‘‘fechados’’ com Tiago Novaes, mediante promessa de recursos para a campanha. Segundo Sciarra, o apoio foi assegurado por João Luiz Félix, grande empresário da construção civil. Alguns candidatos a vereador, que não aceitaram a oferta, denunciaram o que caracterizaria ‘‘compra de apoio’’. O Ministério Público começou a investigar o caso ontem.

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