Bueno vence batalha contra Alvaro
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segunda-feira, 29 de julho de 2002
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O candidato ao governo pelo PPS, deputado federal Rubens Bueno, ganhou mais um round na queda-de-braço com o adversário Alvaro Dias (PDT). A partir de agora, o PPS terá exclusividade no uso do nome da coligação Frente Trabalhista, que no plano nacional une PDT, PTB e PPS.
No Paraná, os dois candidatos ao Palácio Iguaçu vinham usando o nome da Frente. Bueno não gostou nada do uso em comum e pediu, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a impugnação do direito da coligação de Alvaro usar o mesmo nome. Os assessores jurídicos do senador chegaram a entrar com recurso no tribunal, mas desistiram da briga no domingo. Alvaro, pessoalmente, idealizou a denominação ''Coligação vote 12'', que será usada daqui em diante no material de campanha do candidato panfletos, outdoors, santinhos.
Na avaliação de Alvaro, o nome da coligação é um detalhe, e não valia a pena insistir na manutenção daquela denominação.
O pedido de execução da impugnação, encaminhado no sábado pelos advogados da aliança Vote Limpo 23 (PPS-PV), requeria que a coligação alvarista se abstivesse de usar o nome Frente Trabalhista, sob pena de pagar uma multa diária de R$ 50 mil. Também foi solicitado que a coligação retirasse todo o material promocional e publicitário em que está inscrita a denominação Frente Trabalhista, aplicando-se multa diária de R$ 100 mil em caso de infração. O TRE, porém, deu 15 dias para que o PDT de Alvaro retire o material publicitário, mas não fixou multas, segundo a assessoria de imprensa.
Bueno conseguiu que o TRE suspendesse, na quinta-feira, o direito de o PDT usar o nome Frente Trabalhista um dia antes de o candidato a presidente pela Frente, o ex-ministro Ciro Gomes, desembarcar em Curitiba, a convite de Alvaro.
O anfitrião da visita passou o dia todo com Ciro, enquanto Bueno teve que contentar-se em apenas dar as boas-vindas ao presidenciável.
''Não poderíamos permitir que a aliança adversária adotasse o mesmo nome da coligação presidencial liderada por Ciro Gomes'', afirmou o coordenador jurídico do Vote Limpo 23, Luiz Felipe Haj Mussi. ''Havia o propósito, deliberado, de provocar confusão, induzindo o eleitor a erro'', avaliou Mussi.


