Curitiba - A administração de Bueno na Prefeitura de Campo Mourão foi marcada popularmente como saneadora das finanças municipais e proporcionadora de capacitação profissional. Apesar de ter o trabalho de prefeito reconhecido foi eleito em 1992 com 77% dos votos válidos e conseguiu fazer seus sucessores no município , Bueno é investigado na Justiça Federal por ter supostamente desviado recursos de obras públicas.
O caso mais emblemático é o do Contorno Sul de Campo Mourão, conhecido como Anel Viário. O engenheiro Roberto Mauro foi o autor da denúncia que hoje está sendo analisada pelo Ministério Público (MP) federal. De acordo com a denúncia, a obra teria sido superfaturada em mais de 200%. A obra teve custo total de R$ 18 milhões. Os recursos eram do governo federal.
Outra denúncia feita pelo engenheiro tem relação com os pedidos de desapropriação de casas e chácaras para a passagem do anel viário num valor total de R$ 1,8 milhão. Mauro teria feito levantamento de matrícula por matrícula de imóvel chegando a um custo total de R$ 20 mil.
Bueno se defende com o resultado em mãos de uma auditoria interna feito pelo próprio Tribunal de Contas da União (TCU). A auditoria, feita há cinco anos, teria comprovado que não houve qualquer tipo de desvio de recursos e que os aditivos aplicados eram necessários. Mauro era engenheiro da Prefeitura de Campo Mourão e teve dificuldades de vencer as licitações depois da administração de Bueno.
Como parlamentar no Paraná, Bueno foi responsável pela apresentação de um terço de todos os projetos de lei. Entre as leis que mais se destacaram estão a lei do agrotóxico (que se tornou lei nacional anos depois), a lei do livro didático e a lei Rubens Bueno, que permitiu a eleição de diretores de escolas da rede pública estadual de ensino.
Como deputado federal, Bueno foi autor do projeto que alterou dispositivos da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), entre outros.

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