Bueno quer combate à sonegação
Ao invés de aumentar em 50% a alíquota da Cofins, penalizando as empresas brasileiras, o governo federal deveria ter optado por uma saída menos indolor e que poderia corrigir a distorção que justificou o ajuste fiscal anunciado no início do mês, que é o déficit público de cerca de US$ 43 bilhões. Essa é a opinião do deputado federal eleito, Rubens Bueno (PTB), para quem a saída seria melhorar a estrutura da Receita Federal, com a União passando a cobrar os impostos de quem realmente deve.
O governo é um mal cobrador, esta alíquota da Cofins significa desemprego e quebradeira de empresas, afirmou. Bueno esteve ontem em Londrina, permanece hoje na região e amanhã deve viajar a Brasília.
Segundo Rubens Bueno, cabe agora ao Congresso Nacional encontrar uma saída para aumentar a arrecadação da União. Ele considera que a elevação da Cofins, somada ao aumento da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), acaba prejudicando o setor produtivo, não só por taxar a produção, mas também por reduzir a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Como disputar em pé de igualdade em uma economia global quando o Brasil acaba exportando impostos?, questiona, se referindo à alta carga tributária. Para o deputado eleito, a partir de uma fiscalização mais arrojada, o Estado também arrecadaria mais e poderia posteriormente baixar as alíquotas cobradas.
Rubens Bueno afirmou que a sua preocupação, em 99, é votar uma Reforma Tributária avançada, onde o setor produtivo possa competir com igualdade com empresas internacionais.Mario CesarBueno ontem na Folha: Aumento da Confins significa quebradeiraDa Redação





