Curitiba - Em tom de campanha o pré-candidato ao governo do Estado pelo PPS, Rubens Bueno, reafirmou ontem que não existe chance de haver qualquer coligação partidária que o faça desistir da disputa. Bueno falou à imprensa antes da pré-convenção do partido que aconteceu em Curitiba para discutir políticas de alianças e para exibir as propostas que serão apresentadas pelo PPS a outros partidos. Bueno falou sobre o programa que o PPS pretende apresentar para o Estado e criticou diversos pontos do atual governo. O tom de campanha foi estampado nas camisetas usadas pelos militantes na pré-convenção: ''Rubens Bueno, 23, governador 2006''.
''A aliança nacional com o PDT vem desde 2004. Mas no Paraná não altera. Já temos posição pela candidatura própria'', afirmou Bueno, aparentemente descartando em definitivo apoio à candidatura do senador Osmar Dias (PDT). Bueno afirmou que não conversou com Osmar Dias sobre coligações no Paraná. Como nas eleições de 2002, pode haver coligação dos partidos nacionalmente e, mesmo assim, dois candidatos serem lançados no Estado.
Questionado se uma possível coligação com PDT não poderia ajudar a enfrentar o governador Roberto Requião (PMDB), que é candidato a reeleição, Bueno garantiu que não está preocupado com isso. ''Temos certeza que vamos convencer a população que temos o melhor projeto'', afirmou. Bueno não descartou outras hipóteses de alianças, como o PTB, PHS, PAN, PSDB e PFL. ''Estamos trabalhando com todos os partidos que não têm pré-candidato'', afirmou.
Bueno abordou temas como o gasto com propagandas de Requião no ano passado, pedágio, frebre aftosa, problemas do porto de Paranaguá, os indicadores do Paraná que seriam os piores do Sul do País, os problemas da agricultura, violência e a qualidade das escolas públicas. Disse que Requião ''é o cacique que comanda o Estado'', e que ''quanto maior a ostentação, maior o tombo'' referindo-se aos gastos com propaganda.
O evento contou com um caminhão de som e militantes vestindo camisetas com frases de campanha. No início da entrevista, os jornalistas também receberam camisetas. Porém, elas foram recolhidas. O coordenador da campanha do PPS, Hélio Wiebiski, alegou que a distribuição do material foi um erro do motorista do partido. A Lei 9.504/97 permite propaganda eleitoral somente após dia 5 de julho do ano de eleição. ''Essas camisetas foram feitas para a convenção do partido, que é daqui duas semanas. E na convenção pode ser usado porque é ambiente interno do partido e onde vai ser lançada a candidatura oficial do Rubens. O material certo, do Fala Paraná, estava no outro carro. Quando me avisaram, mandei trocar'', explicou.

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