Curitiba - O presidente do diretório estadual do PPS, Rubens Bueno, credita à cooptação de lideranças regionais dos partidos por deputados e pelo governo as movimentações locais das legendas que acabam por isolar os vereadores. ''Muitas vezes as lideranças dos diretórios municipais resolvem bandear para o lado do governo e o partido não pode se sujeitar a ser traído e ficar como uma sublegenda'', diz. Para Bueno, a cooptação é uma ''velha prática da política de corrupção''. O PPS já pediu a reintegração de 82 mandatos, tendo reconquistado três. É até agora o partido que mais obteve de volta cadeiras de infiéis.
Candidato derrotado ao governo do Paraná nas eleições de 2006, Bueno diz que cabe aos partidos a responsabilidade de preparar bem seus quadros e candidatos para que eles estejam de acordo com a ideologia da agremiação: ''A resolução do TSE retoma a cultura político-partidária que diz que o mandato é do partido'', afirma. Para Bueno, a tendência é que a fidelidade partidária amadureça a partir das eleições deste ano. (R.S.)

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