O candidato à Presidência da República pelo PDT, senador Cristovam Buarque, repetiu ontem, em Londrina, o mote de campanha do ex-presidente Jânio Quadros (UDN), famoso há 46 anos. Na caminhada pelo Calçadão (região central), Buarque cumprimentou um gari, tomou a vassoura emprestada e varreu o chão. ''Precisamos varrer o Brasil. O Brasil precisa disso'', justificou.
Buarque foi o primeiro presidenciável a passar em campanha por Londrina após o registro das candidaturas. Para o Buarque, citado por 1% do eleitorado em pesquisas eleitorais, o percentual pode mostrar que as propostas de governo embasadas na educação não atraem o eleitor. ''Pode ser que eu não esteja dizendo da maneira certa, pode ser que povo não esteja de acordo com o que eu digo, que os outros tenham mais exposição na televisão e eu seja mais desconhecido dos candidatos. Pode ser até que as pesquisas não estejam corretas. É possível que meu discurso não seja o melhor eleitoralmente, mas não vou mudar.''
Apesar do PDT ter candidato próprio ao governo do Paraná, o senador Osmar Dias não acompanhou Buarque na visita. ''Ele (Osmar) está fazendo empenho pela minha candidatura em algumas cidades e eu estou fazendo empenho pela candidatura dele em outras. Se ficarmos juntos estamos disputando os mesmos eleitores, separados a gente disputa mais eleitores'', argumentou o senador, cuja candidatura foi lançada a contragosto de lideranças do partido no Estado. Perguntado se a ausência de Osmar não demonstraria o desatrelamento das candidaturas, Buarque foi evasivo. ''Pode mostrar, mas na verdade pode ser o contrário do ponto de vista não do que mostra, mas o efeito.''
Além de caminhar pelo Calçadão - onde tomou um ''pingado'' e comeu um pão de queijo -, Buarque se reuniu com o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal e conheceu a biblioteca da instituição. Ele ainda cumpriu agenda em Cambé, Arapongas, Rolândia e Maringá. Hoje, ele volta para Brasília, para o esforço concentrado do Congresso Nacional.

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