Buarque é o candidato do PDT a presidente
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segunda-feira, 19 de junho de 2006
Marcelo Auler<br> Agência Estado 
Rio - Numa convenção tumultuada, o PDT decidiu ontem lançar o senador Cristovam Buarque (DF) como candidato a presidente nas eleições de outubro. Buarque era o único pré-candidato declarado do partido. Foram 236 votos a favor da candidatura, 97 contra e 68 delegados ausentes.
Ele anunciou que hoje começa a pensar nas campanhas estaduais e prometeu subir no palanque de cada candidato. Foi um recado para os pré-candidatos a governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) e do Rio Grande do Sul Alceu Colares (PDT), duas principais vozes contra a candidatura própria da legenda.
Outro que se preocupou com a busca da unidade na campanha foi o pré-candidato a governador do Rio Carlos Luppi (PDT), que anunciou a ida ao Rio Grande do Sul Estado onde a divisão entre prós e contra a candidatura própria era maior para homenagear o ex-presidente nacional da sigla e ex-governador Leonel Brizola, cuja morte completa dois anos no dia 22. Colares, que deixou a convenção antes da proclamação do resultado, reconheceu a derrota e prometeu participar da campanha de Buarque.
A convenção, com mais de 400 delegados de todos os Estados, teve momentos tensos, principalmente quando o presidente do Diretório do Rio Grande do Sul, Matheus Shmidt, deixou a sede do partido, na Praça Tiradentes, no Rio, acusando Luppi de ter manipulado a votação sobre a forma de encaminhar a discussão sobre a candidatura própria. Foi preciso que o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente do PDT de São Paulo, fosse buscá-lo na rua, assegurando que todos os diretórios estaduais exporiam a situação das campanhas antes de votarem a questão.
Em outro momento,o líder do Movimento Negro do Rio, Luiz Eduardo, que defendia a candidatura própria, quase agrediu o deputado estadual Dagoberto Nogueira (MT), que era contra. A polarização dividiu os próprios netos de Brizola. Enquanto o vereador carioca Carlos Daut Brizola, o ''Carlito'', foi a favor da candidatura, os primos Juliana e Leonel Brizola Neto votaram contra.
Na saudação que fez aos convencionais como candidato do partido, Buarque procurou ser diplomático de forma a aproximar aqueles que eram contrários ao nome. Defendeu bandeiras tradicionais do brizolismo, tal como o ensino público em horário integral, para ''atender as 40 milhões de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou estudando em escolas públicas sem qualidade''.
Apesar de os partidos terem até o dia 30 para realizarem as convenções, Luppi diz que ainda negocia possíveis alianças. Uma delas deve ser com o PHS. Luppi também explicou que, seguindo uma norma ditada por Brizola, caberá a Buarque escolher, com a participação do partido, o candidato a vice.


