Buarque assume e elogia seu antecessor
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sexta-feira, 03 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - Um dos principais alvos das críticas do PT ao governo que acabou em 2002, a política da administração Fernando Henrique Cardoso na área educacional, virou ontem motivo de elogios do novo ministro da Educação, Cristóvam Buarque, na solenidade em que tomou posse no cargo. Mas, apesar do discurso elogioso, sintetizado na frase ''é impossível não reconhecer que houve avanços'', Buarque anunciou que muita coisa vai mudar no setor, a começar pelo compromisso que assumiu de acabar com o analfabetismo durante sua gestão.
Prevenido, o ex-ministro Paulo Renato Souza defendeu seus oito anos de trabalho. Em solenidade acompanhada por convidados tão diferentes como o presidente de Cuba, Fidel Castro, e o senador eleito Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Buarque disse que assumia um ministério ''que não está parado'' e que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu o bom trabalho no setor. ''O presidente Lula me disse: 'É, no caso da educação, é acelerar e dobrar à esquerda''', relatou.


