Buani mantém versão sobre contrato
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domingo, 11 de setembro de 2005
Folhapress 
Brasília - O empresário Sebastião Augusto Buani reafirmou ontem que pagou ao deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) pela prorrogação do contrato para explorar um dos restaurantes da Casa e que o documento classificado de ''fraudulento'' pelo atual presidente da Câmara foi assinado por ele em 4 de abril de 2002.
''Eu continuo dizendo: esse documento foi assinado na minha presença no gabinete de apoio (de Severino Cavalcanti, então primeiro-secretário), lá na Câmara. Eu vou morrer dizendo isso'', disse o dono do restaurante.
Sobre o resultado da perícia apresentado por Severino em sua defesa, Buani insistiu em que cabe à Polícia Federal concluir se o documento é ou não falso.
O empresário espera obter hoje, numa das agências do Bradesco, em Brasília, a única prova das acusações ao presidente da Câmara: as cópias de dois cheques que teriam sido usados como parte do pagamento pela prorrogação irregular do contrato com a Câmara e de uma das parcelas do chamado ''mensalinho''.
''É minha obrigação mesmo provar. Para não ficar a minha palavra contra a dele, amanhã (hoje) eu vou para o banco, nem vou trabalhar, vou ficar dentro daquele banco até receber os extratos e localizar os cheques. Ele (Severino) tem três motoristas, foi um dos três que recebeu o dinheiro. No cheque, eu vou ver o nome e descobrir qual foi'', disse. Severino nega que um de seus motoristas tenha descontado cheques de Sebastião Buani.
''O que vai liquidar isso é o Bradesco dar o extrato, dar o cheque. Vai estar lá a assinaturazinha do funcionário dele e vai matar esse assunto'', reagiu o advogado de Buani, Sebastião Coelho da Silva. ''A melhor defesa é o ataque e o melhor ataque é a verdade. Buani está absolutamente tranquilo'', comentou.


