Curitiba - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, disse sexta-feira em Curitiba que a bancada de seu partido no Congresso está liberada para votar contra ou a favor às reformas propostas por Lula. Apesar de divergir com a atual administração e sobretudo com a proposta de reforma previdenciária de Lula, Brizola não quer que o PDT faça oposição sistemática ao governo federal. ''Existem reformas e reformas. Temos que analisar cada uma delas'', declarou. Na reforma das leis trabalhistas, por exemplo, a bancada do PDT já foi orientada a votar de forma independente. ''Não há desacordo com a reforma das leis trabalhistas, por exemplo. Elas precisam ser aprimoradas'', declarou ele.
O presidente nacional do PDT se colocou contra alguns pontos da reforma previdenciária. O principal deles é a taxação de inativos. ''Somos contra a taxação das míseras aposentadorias do nosso povo. Taxar marajá tudo bem. Mas tem que definir na reforma quem é o marajá'', analisou ele. Brizola afirmou que o PDT já fechou questão no que se refere a corrigir as distorções das reformas apresentadas pelo ao Congresso. Ele pretende tirar uma decisão de partido em convenção nacional, caso o presidente Lula não ceda às pressões sociais. ''Me parece que o próprio presidente está voltando atrás.''
Osmar Dias afirmou que a bancada vai discutir a taxação de inativos na reforma previdenciária. No entanto, ele não votará contra as reformas de Lula por compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. ''Temos que ser críticos com relação ao governo federal, protestanto e lutando por mudanças em favor da sociedade. No entanto uma coisa é certa: fiz campanha em prol das reformas e terei que votar em favor delas'', salientou.
Quanto ao Paraná, o PDT vai adotar uma postura de independência com relação ao governo de Roberto Requião (PMDB). ''O partido não pode se omitir diante das omissões e dos excessos do governo do Estado. Temos que ter coragem para criticar e denunciar esses excessos'', afirmou Osmar. Entre os pontos do governo Requião criticados por ele está a demora na resolução do impasse do pedágio. ''É um compromisso de campanha que tem que ser cumprido: baixar ou acabar. Se for baixar o valor, o governo do Estado vai ter que garantir que as obras de manutenção e ampliação sejam feitas. Como estão nos contratos. Baixar o valor para fazer apenas roça não é cumprimento de promessa.''
Brizola não quis comentar os problemas enfrentados pelo governo do Paraná. ''Não me atrevo a falar do governo do Paraná. Tenho esperanças neste Estado. As realizações serão feitas no futuro, nos próximos anos, com o governo do PDT'', apostou.

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