O presidente nacional do PDT, ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, desembarca em Curitiba amanhã, às 11 horas, para a posse do novo comando do partido no Paraná. O comunicado foi feito ontem ao presidente da comissão provisória Nelton Friedrich pelo secretário nacional de organização partidária Manoel Dias. Ele passou a tarde reunido com a comissão provisória, para definir o plano de trabalho do grupo.
Dias não escondeu a sua preocupação com a possibilidade da vice-governadora Emília Belinati deixar a sigla para, junto com os aliados de Lerner, tornar viável a sua candidatura ao Senado em 98, que no PDT não teria tanto espaço pelas imposições da executiva nacional. Ofereceu a cabeça de chapa para a vice e disse que a única restrição da direção nacional é com uma coligação com o PSDB, partido de FHC. Podendo-se mais tarde discutir outras possibilidades de composição.
‘‘Ela (Emília) é fundamental neste momento. Ocupa uma função estratégica para o PDT e tem espaço garantido para disputar o que quiser’’, garantiu Manoel Dias. Segundo ele, o prefeito de Londrina também não tem desculpas para não integrar a comissão provisória do PDT. ‘‘A lei que proíbe o acúmulo de funções está ultrapassada’’, afirma. Até o início da noite, Belinati ainda não havia dado uma resposta à executiva nacional.
Os apelos da cúpula do PDT não devem sensibilizar a vice, que ontem iniciou em Londrina uma conversa com lideranças políticas do PDT, maioria secretários municipais, para definir posição. Hoje à tarde, ela tem uma audiência com o governador Jaime Lerner no Palácio Iguaçu. O chefe da Casa Civil, Rafael Greca, diz que Lerner está disposto a repetir a chapa de 94, com Emília na vice. Mesmo que ela vá para um partido que não seja o PFL, mas que continue aliado.
Segundo ele, o governador está empenhado a ampliar o leque de apoios para 98. O que inclui o ‘namoro’ aos deputados do PSDB. Só ontem, Lerner conversou com Beto Richa, Cesar Silvestri, Edson Silva Lino e Ricardo Chab. O governador nega, mas quer que os deputados o sigam ou no PFL, ou no PTB ou no PSB do governador de Pernambuco Miguel Arraes. ‘‘Não estou misturando as questões administrativas com as partidárias’’, desconversou o governador, que garante até 1º de setembro oficializar a escolha. (L.D.)

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