Brizola defende aliança de centro-esquerda contra FHC
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sábado, 11 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, esteve ontem em Cascavel participando de um encontro do partido organizado para reunir lideranças da região Oeste. O evento, porém, acabou ganhando dimensão estadual devido à presença de diversas lideranças de oposição, como os senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB). Brizola disse estar desanimado com a atual conjuntura política do País e defendeu a união dos partidos de centro-esquerda para vencer as eleições presidenciais do próximo ano, para suceder Fernando Henrique Cardoso.
Brizola ressaltou que lideranças do partido estão em negociação com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), para que ele mude de legenda e dispute o cargo de presidente pelo PDT. O partido também está negociando uma possível aliança com Ciro Gomes (PPS), para que ele seja vice na chapa. ''Não são os nomes de nossos sonhos, mas no momento entendemos que sejam os melhores para ocuparem os cargos'', observou.
Sobre uma participação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na aliança, Brizola responde: ''Antes ele precisa se convencer que sozinho não chegará a um lugar algum. Não estamos excluindo ninguém, mas o Lula precisa demonstrar humildade.'' O ex-governador do Rio acrescentou: ''Não adianta unir apenas os partidos de esquerda. Precisamos de algo bem mais amplo que nos possibilite vencer e mudar a atual situação do País.''
O pedetista aproveitou sua passagem pelo Paraná para incentivar uma aliança entre os partidos que formam a oposição no Estado. E completou que a presença de Requião e Osmar na reunião é uma oportunidade para que se iniciem os entendimentos. ''Seria muito importante se dois nomes de peso como o Requião e o Osmar estivessem juntos, mesmo que em partidos diferentes'', disse.
Osmar confirmou que está negociando com o PDT para ingressar no partido e disputar a reeleição ao Senado no próximo ano. Ele descartou oficializar sua entrada no encontro de ontem, alegando que precisar conhecer melhor os planos do partido. Sobre a aliança com Requião, Osmar afirmou que precisa esperar um pouco até que seu irmão, o também senador Alvaro Dias (PSDB), defina se sairá candidato ao governo do Estado. ''Não vou cometer o erro de disputar eleições contra um membro da minha família'', garantiu.
Para Requião, enquanto Alvaro estiver ligado ao partido tucano ficará difícil haver qualquer tipo de negociação. Ele acredita que Alvaro acabará desistindo de se candidatar a governador. ''O Alvaro vai acabar entendendo que precisamos juntar forças para vencer.''


