O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, disse ontem que os pedetistas estão ‘‘caminhando cautelosamente’’ no processo de fusão com o PTB, cujo início foi aprovado no dia anterior em reunião de deputados federais dos dois partidos, em Brasília. Esses partidos devem realizar convenções nacionais no próximo ano, nas quais serão votadas a incorporação mútua. Para Brizola, o ‘‘processo, apesar de complexo, é correto e coerente’’. A Executiva Nacional do PDT divulgou ontem uma nota dizendo que a fusão é uma estratégia preventiva diante da reforma partidária que está sendo analisada pelo Congresso, que pode limitar ‘‘a participação dos partidos no processo eleitoral e legislativo’’.
O vice-presidente do PDT no Rio, Carlos Lupi, afirmou que, embora incentivada pela direção nacional, a discussão sobre a fusão esteve até o momento restrita à conversas das bancadas e que há muitos obstáculos que precisam ser superados para que a união entre os dois partidos se concretize. ‘‘Fusão, como nas corporações, não acontece de um dia para o outro’’, afirmou Lupi, que aponta como condição indispensável que o PTB faça oposição ao governo federal. ‘‘Se não for para ser oposição ao FHC não tem nem como conversar’’. (A.F.)

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