Agência Estado
Na tentativa de selar um acordo de cavalheiros, o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, almoçou ontem com o governador do Rio, Anthony Garotinho, e combinou que, daqui para a frente, nenhum dos dois falará mais em público sobre suas divergências. ‘‘Está havendo um grande esforço para nos dividir’’, afirmou Brizola, que não tem gostado nada do assédio do PSB e do PT a Garotinho. Na conversa, Brizola expressou sua irritação a Garotinho.
‘‘Existem algumas regras básicas de convivência: nem os eleitos podem pôr o PDT debaixo do braço e desconsiderar as diretrizes partidárias e lideranças naturais nem o partido pode interferir no que é atribuição dos eleitos’’, argumentou Brizola. Sem querer comprar a briga de forma mais direta, ele ressaltou que estava falando em tese. ‘‘Minhas respostas são de um político inglês’’, brincou. ‘‘Invoco a boa prática partidária e deixo as conclusões para os meus interlocutores.’’
Mas o silêncio não foi a estratégia seguida por outros dirigentes pedetistas. Carlos Lupi, integrante da direção nacional do PDT, disse que o PSB praticou um ‘‘assédio indevido’’ ao anunciar a disposição de atrair Garotinho. ‘‘O PSB, que faz parte do governo Garotinho, está, no mínimo, sendo agente de um ato indecoroso’’, protestou Lupi.

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