Brasília - O PDT vai oferecer a legenda aos dissidentes do PT que eventualmente venha a ser expulsos do partido por se opor à contribuição dos inativos do serviço público, uma das medidas da proposta de reforma da Previdência a ser enviada quarta-feira pelo governo ao Congresso.
A decisão é do presidente da sigla, Leonel Brizola, que resolveu fechar questão contra a contribuição previdenciária dos partidos, mas que pode ainda vir a apoiar outros itens das reformas. Brizola não pretende romper com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dos partidos que integram a base aliada do Planalto, o PDT é o único que tem decisão contrária à contribuição formalizada pelo Diretório Nacional do partido. PPS, PTB e PL estão fechados com os projetos de Lula. No PSB e PC do B há manifestações contrárias, mas devem seguir a orientação de suas direções a favor das propostas.
A situação do PDT é a que causa mais apreensão ao governo, mas o Planalto nada pode fazer enquanto não enquadrar a dissidência no próprio PT.
Além da posição de Brizola, a situação no PDT apresenta um componente extra: o ministro Miro Teixeira (Comunicações), espécie de contrapeso do governo às posições do presidente da sigla, desta vez apoiou a decisão do partido.
Segundo o líder do PDT na Câmara, Neiva Moreira (MA), a posição contrária de Miro à cobrança dos inativos é anterior à do próprio PDT. Ele já teria informado sua decisão ao Planalto. Procurado pela reportagem, o ministro não quis se manifestar.

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