Indicado ao cargo pela quarta vez consecutiva, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, prepara-se neste final de semana para a sabatina na qual será submetido na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A sabatina é o último passo que Brindeiro precisa dar para conquistar formalmente o direito de chefiar, por mais dois anos, o Ministério Público Federal, tornando-se recordista em permanência no posto.
Apesar de contar com o apoio da maioria dos senadores, a indicação feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso encontrou resistências no Judiciário e no Executivo. Na avaliação de integrantes do Judiciário e do governo, FHC deveria indicar para o cargo um membro do MP com perfil progressista e investigativo.
Com essa providência, o governo tentaria vender a idéia de que estava sendo instalada no País uma ‘‘Operação Mãos Limpas’’, movimento ocorrido na Itália para combater o crime organizado. A saída teria um saldo político muito positivo, ainda mais no final do mandato de FHC. Mas a expectativa foi frustrada.

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