O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, defendeu ontem o Ministério Público (MP) e, de forma indireta, os procuradores do Distrito Federal. Sem citar os nomes dos procuradores Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb, classificados por aliados do governo como adversários dentro da instituição, Brindeiro afirmou que ‘‘cada membro do Ministério Público tem suas responsabilidade e forma de agir’’.
O procurador também defendeu o aprimoramento das formas de investigação para o combate à criminalidade no País. O MP virou alvo de ataques depois que o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge foi envolvido no escândalo do Fórum trabalhista de São Paulo porque trocou telefonemas com o ex-presidente do órgão, o juiz foragido Nicolau do Santos Neto. Para os aliados do Planalto, os procuradores do Distrito Federal desviaram-se do foco das investigações para atacar o ex-ministro e tentar atingir o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Brindeiro deixou claro que não estava fazendo ‘‘avaliações individuais’’, mas apenas gerais da atuação do MP. ‘‘De forma geral, o Ministério Público está cumprindo sua missão prevista na Constituição Federal’’, afirmou. ‘‘Os tribunais é que devem julgar baseados nas provas e apurações.’’ O procurador-geral negou até mesmo que exista uma campanha de difamação contra o MP.
‘‘Em qualquer poder - que não é o caso do Ministério Público - você pode sofrer críticas aqui e ali’’, disse o procurador-geral da República, citando o Legislativo e o Judiciário.

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