Brindeiro pede diligência em firma de senador LiSge Albuquerque Agência Estado De Brasília O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma diligência na empresa Saneamento e Construções (Saenco), do Grupo OK, de propriedade do senador Luiz Estêvão (PMDB-DF), acusado de não repassar contribuições previdenciárias. O senador já é acusado de desvio de recursos federais para a construção do Fórum do TRT em São Paulo. Brindeiro pede ainda que seja enviado ofício ao Serviço de Dívida Ativa da Procuradoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão informe se houve pagamento do tributo. Caso o Supremo acate o pedido, o Senado ainda terá de aprovar em plenário a diligência no que diz respeito ao senador. Segundo a denúncia de ontem, acompanhada pelo Ministério Público (MP), o senador e o Grupo OK estavam sendo investigados pela acusação de apropriação indébita de contribuições que a empresa do Grupo OK recolheu dos empregados e não repassou à Previdência Social. A ação do MP é de outubro de 1998 e tem ainda como réu, além do senador e da mulher dele, Cleucy Meireles de Oliveira, o padrasto de Estêvão, Lino Martins Pinto. Segundo a ação, a Saenco deixou de arrecadar valores descontados dos segurados do INSS. O documento diz que os denunciados ‘‘se apropriaram’’ de R$ 210.326,30 mediante o não-recolhimento do que descontaram dos empregados.

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