Brasília- O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive inquérito contra o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para apurar suposta irregularidade cometida na época que ele era prefeito de Ribeirão Preto (SP). Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva foi o décimo pedido de arquivamento em casos envolvendo Palocci.
Nesse inquérito, Palocci é suspeito de crime de responsabilidade. O problema teria ocorrido por causa de uma autorização para que a prefeitura alugasse um imóvel para instalação de um centro popular de compras - camelódromo - em Ribeirão Preto. Havia a suspeita de aplicação irregular de rendas e verbas públicas.
No entanto, Brindeiro, que poderá ser mantido no cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concluiu que não houve crime de responsabilidade ou fraude. Para ele, as representações que originaram esse e os outros inquéritos arquivados tiveram ''evidente conteúdo político''. Brindeiro observou que o contrato de locação foi feito após a aprovação pela Câmara dos Vereadores. ''Foram preenchidos os critérios administrativos e jurídicos'', disse.
Palocci não é a única autoridade petista a contar com a compreensão do procurador. Na quinta-feira, o procurador-geral pediu o arquivamento do inquérito policial envolvendo o ministro das Cidades, Olívio Dutra, e ex-auxiliares no governo do Rio Grande do Sul, acusados de favorecer o jogo do bicho. Recentemente, Brindeiro pediu o arquivamento de um inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP). O parlamentar era acusado de fraudar pedindo que colegas assinassem em seu nome a lista de presença na aulas quando fazia uma faculdade de direito em Osasco (SP).

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