BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, afirmou ontem que depoimentos de testemunhas não são suficientes para a abertura de processo criminal contra o líder do PTB na Câmara, deputado Pedrinho Abrão (GO). Brindeiro é o responsável pelo oferecimento de denúncia contra o deputado, no caso de ele ser acusado de suposto crime de concussão - que seria a extorsão praticada por um funcionário público, como é considerado o parlamentar para fins penais.
Com a declaração, Brindeiro sinaliza que Abrão deve ser poupado de responder na Justiça pelas acusações de suposta cobrança de propina. Em contrapartida, o procurador-geral afirmou que apenas o relato das testemunhas já torna possível a cassação do mandato do deputado. ‘‘Cassação é uma coisa. O Congresso não precisa de muitos elementos para fazê-lo. No caso de processo, é diferente: só testemunhos orais não comprovam’’, disse Brindeiro.
Brindeiro citou um princípio do direito que diz ‘‘testis unus, testis nullius’’ para reforçar suas convicções. Isso significa que o testemunho de apenas uma pessoa é a mesma coisa que nada.
Krause - O ministro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Gustavo Krause, disse ontem, em João Pessoa (PB), que pediu à Polícia Federal proteção para seu gabinete em Brasília como medida preventiva, depois do episódio envolvendo o deputado Paulo Cordeiro (PTB-PR). Na última quinta-feira, o deputado agrediu fisicamente o chefe de gabinete do ministro, Sérgio Salles. O deputado paranaense foi ao ministério defender seu colega deputado Pedrinho Abrão, acusado de exigir 4% da empreiteira Andrade Gutierrez para liberar R$ 42 milhões do orçamento da União para a construção de uma barragem no Ceará.

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