O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, anunciou que irá requisitar ao Supremo Tribunal Federal (STF), até sexta-feira, a quebra do sigilo bancário do senador Jader Barbalho para investigar o destino de recursos do Banpará. Brindeiro havia rejeitado, em maio, a possibilidade de reabrir a investigação sobre o Banpará com base em parecer do vice-procurador-geral da República, Haroldo Ferraz da Nóbrega. Ele argumentou à época que teriam ocorrido crimes contra o sistema financeiro, prescritos 12 anos depois.
Ontem, Brindeiro evitou fazer comentários sobre a suposta prescrição e afirmou que surgiram fatos novos, sem citá-los. O procurador-geral disse que os dados que forem obtidos sobre as movimentações bancárias serão ‘‘fundamentais’’ para a provável apresentação de denúncia ao STF por meio da qual será aberta ação penal contra Jader.
Jader Barbalho também recorreu ao STF, pela segunda vez em menos de uma semana, para que rejeite o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico na investigação sobre a venda de TDAs. O vice-presidente do STF, ministro Ilmar Galvão, deverá apreciar a petição apresentada ontem pelo advogado de Jader, Antônio Mariz de Oliveira, antes de decidir se decreta a quebra dos sigilos, pedida inicialmente pela Polícia Federal e depois recomendada pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.

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