Derrotados na recontagem, os suplentes de deputado estadual Luiz Carlos Martins (PFL) e Fernando Guimarães (PPB) conseguiram parecer favorável do procurador geral da República, Geraldo Brindeiro. O procurador reconheceu num parecer o direito dos suplentes de terem seus processos julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Luiz Carlos Martins e Fernando Guimarães contrataram o advogado Valmor Giavarina, em Brasília, para acompanhar os processos. O entendimento de Brindeiro, que pode ser revisto pelo TSE, reacende a esperança dos suplentes de recuperarem seus mandatos, perdidos na recontagem para Ademar Traiano (PTB) e Divanir Braz Palma (PPB), respectivamente.
No boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em outubro passado, Martins ficou com a última cadeira da coligação PTB-PFL, com 29.867 votos. Guimarães, com a última reservada ao PPB, totalizando 22.690 votos. Tanto Traiano quanto Braz Palma acionaram a Justiça Eleitoral para a revisão dos números.
Na recontagem, as posições se inverteram. Martins e Guimarães passaram à suplência. Uma licença médica de 120 dias, requerida por Geraldo Cartário (PL), garante provisoriamente espaço para Luiz Carlos Martins. Já Fernando Guimarães, que é pastor evagélico, teve de se afastar definitivamente da Assembléia para ceder espaço a Braz Palma.
Valmor Giavarina disse ontem, por telefone, que os processos baseiam-se na intempestividade da recontagem. Ou seja, ele alega que a revisão dos boletins de urna - o que conferiu a perda dos mandatos - foi feita fora dos prazos previstos em lei.
O advogado não sabe ainda quando o TSE vai avaliar o parecer da Procuradoria Geral da República, nem quando a matéria pode entrar em pauta. Os dois processos foram iniciados no Paraná e tramitam na esfera judicial há pelo menos cinco meses. (L.D)

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