Brasília - O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, disse ontem que há provas suficientes nos processos eleitorais e criminais para cassar o mandato do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB). Há duas semanas, Brindeiro emitiu parecer sugerindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular a diplomação de Roriz e da vice-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Na sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma nova ação criminal contra ele, acusando-o, desta vez, de ter comprado urnas eletrônicas com recursos públicos.
Atualmente, Roriz responde a quatro processos, sendo três criminais e um eleitoral, além de um inquérito na Polícia Federal (PF), que apura indícios de compra de votos na eleição passada. O MP prepara uma série de outras ações que podem agravar ainda mais a situação do governador do Distrito Federal. ''Já existem elementos suficientes contra ele'', afirmou Brindeiro, ressaltando que quase todos os processos têm ligações entre si.
Roriz é acusado de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por ter cancelado R$ 284 milhões em empenhos, contra a recomendação do Tribunal de Contas do Distrito Federal. O governador teria também comprado remédios de forma irregular, emitindo o empenho após o pagamento e, na sexta-feira, o subprocurador-geral da República, José Roberto Santoro, entrou com nova ação criminal, alegando que as urnas eletrônicas apreendidas pela PF tinham sido adquiridas com dinheiro público.

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