Brindeiro abre inquérito contra Luiz Francisco
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sexta-feira, 16 de março de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, decidiu abrir um inquérito administrativo contra o procurador da República no Distrito Federal Luiz Francisco de Souza, que gravou a conversa com o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Segundo a Procuradoria Geral da República, se durante as investigações for constatado indício de prática de infração penal por parte de Luiz Francisco de Souza, Brindeiro designará um procurador da República para acompanhar o eventual inquérito criminal.
Nesta segunda-feira, o procurador-geral da República deve encaminhar ao corregedor-geral do Ministério Público Federal, Eduardo Dantas Nobre, todos os documentos entregues por Luiz Francisco e pelos procuradores Guilherme Schelb e Eliana Torelly, que também participaram da conversa com ACM. Essa documentação será utilizada na instrução do inquérito administrativo contra Luiz Francisco.
Eduardo Dantas Nobre também receberá relatório do procurador-chefe da Procuradoria da República no Distrito Federal, Luiz Augusto Santos Lima, sobre a reunião de ACM com os integrantes do Ministério Público Federal.
Brindeiro ainda entregará ao corregedor fitas de vídeo com entrevistas nas quais Luiz Francisco assume que destruiu as fitas com a conversa e um CD-ROM com a degravação da fita original que teria sido gravada no gabinete vizinho ao local da reunião. A perícia dessa gravação será pedida à Polícia Federal por Brindeiro no início da próxima semana, informou a procuradoria.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), disse ontem que terá que ouvir novamente os procuradores Guilherme Schelb e Eliana Torelly sobre a gravação da conversa. Desta vez, segundo Tebet, a sessão será secreta, sem a cobertura da imprensa. Numa sessão secreta eles teriam condições de falar aquilo que, numa reunião aberta, pela Lei Orgânica do Ministério Público, conforme o entendimento deles, não poderiam falar, afirmou Tebet.


