Mais de 500 delegados do Paraná elegeram ontem as diretorias da Associação de Delegados de Polícia do Paraná (Adepol) e do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol). A disputa aconteceu em meio a uma briga interna, com muitas acusações e insultos pessoais. A previsão do atual presidente das duas entidades, Ricardo Képes de Noronha, era que os nomes dos eleitos fossem divulgados no começo da noite de ontem.
Antes mesmo de começar a votação, os candidatos faziam boca de urna na sede da Adepol, onde foi realizada as eleições em Curitiba. Também houve votação em Londrina e Cascavel.
O grupo que tinha o maior número de cabos eleitorais era o apoiado pelo delegado Ricardo Noronha, que apoia o delegado Fauzen Salmen Hussein (candidato a presidente da Adepol) e Valéria Pandovani de Souza (candidata ao Sidepol). Já os candidatos apoiados pelo governo estadual - Clóvis Galvão (que concorre a Adepol) e Luiz Antonio Zavataro (para o Sidepol) - não realizaram corpo-a-corpo.
Em conversas com os delegados presentes, Fauzen Salmen disse que pretende lutar para mudar o comando da Corregedoria da Polícia Civil, que hoje é dirigida pelo delegado Adauto de Oliveira. Nesta semana, Salmen encaminhou uma denúncia de tortura ao Ministério Público contra Oliveira. O corregedor disse que a acusação é uma retaliação por causa das investigações que vem realizando contra o grupo de Ricardo Noronha. Na disputa do Sidepol, cartas com assinaturas supostamente falsificadas contra a candidata Valéria foram distribuídas ontem para delegados do Estado.

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