Briga por isenção deve ter trégua
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domingo, 30 de maio de 1999
Agência Estado 
Arquivo Folha
Ministro José Serra, da SaúdeO bate-boca entre o ministro da Saúde, o tucano José Serra, e o da Previdência Social, o pefelista Waldeck Ornélas, não deverá mudar a curto prazo a situação do grupo de santas casas de misericórdia que perderam a isenção do pagamento da contribuição previdenciária. Esta é a avaliação do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), vice-líder do partido na Câmara.
O deputado acredita que o assunto está morto e, nesta semana, não provocará novos confrontos, depois que causou uma escalada de declarações entre líderes das duas agremiações nos últimos dias.
O deputado argumenta que o PSDB também aprovou a cobrança da contribuição por parte das instituições que não se enquadravam nos critérios de filantropia e, agora, não pode fazer média. A cobrança não foi uma decisão do Ministério da Previdência, foi do governo, afirmou. O deputado previu que a regra somente mudará se houver uma ordem específica do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Arquivo FolhaMinistro Ornélas, da PrevidênciaMas Aleluia pondera que Fernando Henrique sabe que todas as medidas adotadas até agora são insuficientes para reduzir o déficit da Previdência e apenas reduzem o ritmo de crescimento do rombo. Serra defende a manutenção da isenção previdenciária, pois diz temer que a cobrança da parte patronal poderá resultar no cancelamento de convênio e na redução de aproximadamente 2,5 mil leitos hospitalares na rede pública.
Do episódio, ficou uma lição, segundo Aleluia, representante do grupo baiano liderado pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA): O PFL não vai ser atacado em vão; toda vez que receber críticas, o partido irá criticar na mesma intensidade.


